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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

API first - ótimo com IA

        API first é uma abordagem de desenvolvimento de software onde o contrato de definição da API é feito primeiro que o código.

        Aplicar o "API first" sem IA é um trabalho chato e acho que demora mais do que sentar na reunião e fazer algumas anotações sobre os recursos e suas interações na mão, depois codar a API e disponibilizar para a outra equipe (se for o caso) e fazer alguma correção. Achei realmente muito cansativo, trabalhoso e demorado. Em uma empresa que trabalhei, para APIs externas era usado esse conceito, mas não era o time de dev do projeto (vulgo squad) que fazia, era uma equipe só pra isso, tinha que abrir chamado e passar o JSON do recurso, os endpoints e tal (meio como vou fazer abaixo com o prompt da IA).

        O motivo principal de fazerem isso na empresa para APIs externas ao invés de simplesmente configurar o Swagger no projeto com Spring Boot e ele ir tomando forma acredito era pra disponibilizar o Swagger para clientes externos, uma vez que o Swagger do projeto não ficaria exposto em produção, então eles tinha um endereço de documentação onde expunham o .yaml gerado para clientes externos acessarem. Pra equipes internas não sei se valeria o trabalho. 

        Com a IA é molesa, mas na mão, vi em um vídeo (que vou deixar no final) e achei um inferno! Então vou deixar o prompt aqui de exemplo para usar sempre que for preciso. Claro que no momento de gerar pode (e deve) passar mais informações, como campos obrigatórios, se usa autenticação, qual tipo de autenticação, url de autenticação, tudo isso é importante para a documentação da API!

Cria pra mim o .yaml do swagger para API first seguindo a seguinte especificação:

openapi: 3.1.0

title: pedidos
description: DOC API pedidos

servers: https://localhost:8080/pedidos-api

versione no padrão: /api/v1/recurso

Recurso /pedidos

GET - 200 OK

GET {id} - 200 OK ou 404 Not Found

POST - 201 Created ou 400 Bad Request

PUT {id} - 202 Accepted ou 404 Not Found

DELETE {id} - 202 Accepted ou 404 Not Found

JSON objeto:
 
{
  "idPedido": 160253,
  "idCliente": 123658,
  "produtos": [{
        "idProduto": 6548,
        "descricao": "Livro Java - Como programar",
        "quantidade": 1,
        "valorUnitario": 250.00
  }]
  
}

O link do vídeo que ensina a fazer a documentação na mão é o: https://www.youtube.com/watch?v=cksLbT8nDB4

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Idempotência - A necessidade de garantir integridade em chamadas distribuídas

        Idempotência significa que executar a mesma operação várias vezes tem o mesmo efeito que executá-la uma única vez. Para escrever um CRUD que não permita entradas duplicadas por falha de rede, reenvio automático, duplicidade, etc é preciso atenção na implementação e usar alguns padrões. 

        Podemos usar Chaves NaturaisQuando um recurso já possui um identificador natural único (como CPF, CNPJ, número de contrato, e-mail, matrícula etc.), podemos utilizá-lo como chave principal no cadastro. Isso elimina a possibilidade de duplicidade no nível lógico do sistema.

        Controle de Duplicidade no Banco de Dados: está bem ligada com a primeira opção, já que quando usamos chaves naturais costumamos controlar via banco como PK ou pelo menos unique constraint. Mas aqui também pode estrapolar esse conceito e usar outros campos em constraints, criando padrões que não podem se repetir. Dependendo do caso uma data ou outro campo podem ser usados para criar essa verificação no Banco de Dados, e ao tentar inserir os dois registros irá barrar.

        Outra opção usada é a “Idempotency Key” (chave única por requisição). O cliente gera uma chave única (ex: UUID) e a envia no cabeçalho da requisição, então o servidor armazena o resultado da primeira requisição associada a essa chave e se a mesma chave for usada novamente, o servidor retorna o mesmo resultado, sem processar a operação novamente.

      Onde essa chave é armazenada? No Banco de Dados ou Cache Distribuído (Redis, Memcached, etc.). Dependendo da aplicação, pode-se guardar nos 2 locais. Uma terceira opção seria a sessão do usuário, para aplicações web autenticadas que guardam sessão.

        Para o caso de clique nervoso do usuário, desabilitar o botão no momento do clique até que volte uma resposta também pode ajudar. Isso também vai depender da situação, do sistema, etc., mas sim, para alguns casos, desabilitar o botão enquanto o servidor responde pode resolver muita coisa. 

     E aí, tem mais alguma estratégia para garantir a idempotência? Deixa aí nos comentários...



quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Consumindo API Rest com Spring Boot usando a classe WebClient

           Nesse artigo vou mostrar como fazer um cliente para uma API Rest com Spring 5 usando a classe WebClient que é parte do novo WebFlux Framework. Esse cliente vai consumir uma API de Livros. Aproveitando o post, já vou criar esse cliente em uma classe de teste usando JUnit para mostrar o teste de APIs com ele. Mas a forma de uso aqui não se limita a testes.

         

Como o foco é a construção de um cliente para consumir uma API, vou omitir o código da API, trazendo só a construção do cliente. Então vamos ao código:

 

import java.util.List;

import org.junit.jupiter.api.Assertions

import org.junit.jupiter.api.BeforeAll;

import org.junit.jupiter.api.Test;

import org.springframework.core.ParameterizedTypeReference;

import org.springframework.http.HttpHeaders;

import org.springframework.http.HttpMethod;

import org.springframework.http.MediaType;

import org.springframework.web.reactive.function.client.WebClient;

import org.springframework.web.reactive.function.client.WebClient.Builder;

import org.springframework.web.reactive.function.client.WebClient.ResponseSpec;

 

import br.com.socialbooks.model.Livro;

import reactor.core.publisher.Mono;

 

class LivroControllerTest {

 

       @BeforeAll

       static void inserirLivro() {

             // configura uma requisição

             Builder builder = WebClient.builder();

             builder.baseUrl("http://localhost:8080");

 

             Livro livro = new Livro("Aprendendo Spring boot");

 

             // prepara o cliente

             WebClient client = builder.build();

             ResponseSpec response = client.method(HttpMethod.POST).uri("/livros").bodyValue(livro).retrieve();

 

             // recebendo o recurso salvo

             Mono<Livro> monoLivro = response.bodyToMono(Livro.class);

             livro = monoLivro.block();

       }

 

       @Test

       void testGetListaLivros() {

             // configura uma requisição

             Builder builder = WebClient.builder();

             builder.baseUrl("http://localhost:8080");

             builder.defaultHeader(HttpHeaders.CONTENT_TYPE, MediaType.APPLICATION_JSON_VALUE);

 

             // prepara o client

             WebClient client = builder.build();

             ResponseSpec response = client.method(HttpMethod.GET).uri("/livros").retrieve();

 

             /*

              * recebe o Mono que executa de forma assíncrona. OBS: Para carregar uma lista

              * de objetos, é preciso usar o ParameterizedTypeReference.

              */

             Mono<List<Livro>> monoLivro = response.bodyToMono(new                  ParameterizedTypeReference<List<Livro>>() {

             });

 

             // como funciona de forma assincrona, usamos o block para forçar ele esperar a resposta.

             List<Livro> livros = monoLivro.block();

 

              Assert.assertTrue(livros.get(0).getTituloLivro().equals("Aprendendo Spring boot"));

 

       }

 

       @Test

       void testGetLivro() {

             // configura uma requisição

             Builder builder = WebClient.builder();

             builder.baseUrl("http://localhost:8080");

             builder.defaultHeader(HttpHeaders.CONTENT_TYPE, MediaType.APPLICATION_JSON_VALUE);

 

             // prepara o client

             WebClient client = builder.build();

             ResponseSpec response =             client.method(HttpMethod.GET).uri("/livros/1").retrieve();


             // recebe o Mono que executa de forma assíncrona

             Mono<Livro> monoLivro = response.bodyToMono(Livro.class);

 

             // como funciona de forma assincrona, usamos o block para forçar ele esperar 

             // a resposta.

             Livro livro = monoLivro.block();

             Assert.assertTrue(livro.getTituloLivro().equals("Aprendendo Spring boot"));

       }

}

 

Pra esse artigo é só.


Esse artigo foi baseado estudos feitos em: